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Blog - Arquivo de janeiro de 2011

Ano Novo Chinês em Sydney

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 - 16:01
postado por Younger Intercâmbio

Começou dia 28/01 as comemorações em Sydney no Ano-Novo Chinês!

As comemorações irão até o dia 13/02, e conta com uma série de eventos.

Segue o link para ver onde você pode ir celebrar:

http://www.cityofsydney.nsw.gov.au/cny/

Australianos pegam carona no “Bike Bus”

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 - 14:01
postado por Younger Intercâmbio

Na Austrália a onda agora é o “Bike Bus”, o projeto foi criado por um grupo de pessoas da cidade de Sidney e agora conta com a ajuda do governo para se promover.

O Bike Bus (ônibus bicicleta) é um grupo de pessoas que vai para o trabalho de bicicleta todos os dias. Ele é chamado “ônibus” porque segue rotas e horários fixo, então, ele pode “pegar” mais passageiros pelo caminho. Alem disso, existe sempre um “motorista” que guia as pessoas do grupo.

Pedalar é um modo rápido e divertido de ir ao trabalho, alem de manter o corpo saudável e em forma. O projeto ainda engloba a socialização, conforto e a segurança de se estar em grupo.

A jornada para o trabalho tem emissões nulas, portanto, 1.3 toneladas de gases do efeito estufa são poupados por ano, considerando um trajeto de 10Km.

Assista o vídeo do projeto:

Fonte: Ciclo Vivo

Designer australiano cria guarda-sol que armazena energia solar

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 - 19:01
postado por Younger Intercâmbio

O designer australiano Büro North desenvolveu, em parceria com o Victorian Eco-Innovation Lab, um conceito de guarda-sol que, ao mesmo tempo em que fornece sombra, também coleta a energia do sol. A invenção tem formato de uma cabeça de cobra e é conhecido como “solar-shades” ou sombra-solar.

A intenção dele é proteger as crianças do sol nas escolas e ao mesmo tempo coletar energia solar, além de educar as crianças da escola primária sobre esta fonte de energia. Esses guarda-sóis têm células solares no topo e grandes alças nas bases, que servem para rodar a parte de cima para ter uma orientação eficiente em relação ao sol durante todo do dia. A alça grande, que fica na sombra, permite a rotação suave por crianças e adultos.

O solar-shade é uma possibilidade que integra tecnologias de absorção de energia solar, com funções utilitárias e educacionais. North explicou como o guarda-sol tecnológico foi inventado: “As escolas australianas apresentam seus ‘currículos escolares’ com informações em torno do consumo energético como dispositivo educacional e nós, projetamos este conceito interativo para explorar a conexão visual entre coletar energia e consumir”.

A invenção possui uma superfície de painel solar ampla, unidirecional, com uma face visível para a estrutura, enquanto a maioria das estruturas de coletores solares posiciona os painéis em uma superfície elevada não visível do chão. Displays de LED informam a quantidade de energia que está sendo gerada e se o dispositivo precisa ser girado. Para definir a orientação solar será gerada uma mensagem visual positiva de LED de brilho verde e, para corrigir a orientação incorreta, será indicada a baixa quantidade de coleta de energia com uma LED de brilho vermelho.

Marcas ao redor da base circular indicam a melhor direção tempo específico para gerar sombra pela manhã e à tarde. A área de sombra da estrutura é estendida pelo toldo da seção do painel solar. Os solar-shades podem ser organizados em grupos para se adequar ao tamanho do parquinho e criar as sombras necessárias.

Segundo North, o objetivo do projeto de governo inclui a exposição e exibição da coleta de energia solar; engajar os estudantes desenvolvendo um conceito interativo que requer sua participação; proteger os estudantes do sol no parquinho; informar aos estudantes sobre a coleta de eletricidade, bem como a relação entre quantidade de energia colhida com o mundo em torno deles e, também, proporcionar aos estudantes o benefício direto da coleta de energia solar.

Fonte: Ciclo Vivo

Entre o Rio e Melbourne

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 - 16:01
postado por Younger Intercâmbio

Quando estiver em plena carga, a siderúrgica da CSA/TyssenKrupp, que está em processo de implantação na cidade do Rio de Janeiro, emitirá por ano 9,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). Doze vezes mais gases de efeito estufa do que a totalidade das outras indústrias inventariadas na cidade em 1998. Um único empreendimento quase dobrará a pegada de carbono do município.

É difícil encontrar caso mais escandaloso de iniciativa que esteja na contramão do processo de transição ao baixo carbono com o qual o Brasil já deveria ter um compromisso firmado. A obra foi autorizada por regras de licenciamento estipuladas em legislação de um período em que não havia um mínimo de consciência coletiva sobre os perigos do aquecimento global. Regras voltadas exclusivamente para impactos locais.

O pior é que a prefeitura deu um jeito de separar as emissões desse empreendimento das do resto do setor industrial da cidade, para tentar evitar a desmoralização das metas de redução que havia anunciado. Expediente visto como “uma solução político-estatística sem efeitos atmosféricos” por Alfredo Sirkis, vereador, ex-secretário de Meio Ambiente e de Urbanismo, ex-presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), e candidato a deputado federal pelo Partido Verde (mais sobre Alfredo Sirkis em reportagem desta edição).

Esse caso emblemático da usina CSA/ TyssenKrupp está relatado por Sirkis no capítulo inédito “O clima e as cidades”, que incorporou à terceira edição adaptada do livro Ecologia Urbana e Poder Local (Editora Tix, 2010). Originalmente lançado em 1999 pela Fundação OndAzul, presidida por Gilberto Gil, a obra se destinava aos gestores ambientais locais dos muitos municípios brasileiros que estavam dando seus primeiros passos num terreno até ali só ocupado por instituições federais e estaduais. E resultava da experiência executiva do autor na criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro em 1993-1996, assim como na legislativa, em três mandatos de vereador.

Quando preparava uma segunda edição para público mais amplo, Sirkis tinha motivos para se imaginar de volta à Secretaria que havia criado. Mas foi surpreendido em dezembro de 2000 por convite para que assumisse a Secretaria de Urbanismo, fato que o levou a mergulhar na melhor literatura existente sobre as cidades. Principalmente nas valiosas obras de Jane Jacobs (1916-2006) e de sua discípula Roberta Brandes Gratz. Mas que também lhe abriu horizontes e oportunidades de ampliar o intercâmbio com gestores de muitas outras grandes cidades, com destaque para o caso de Melbourne, em total contraste com o escândalo relatado na abertura deste artigo.

O Conselho da Cidade de Melbourne (como é chamada a prefeitura local), que até 2007 já conseguira cortar suas próprias emissões de carbono em 26%, resolveu ampliar sua meta para 2010 de 30% para 50%. Seu novo centro administrativo, a Casa do Conselho 2, foi o primeiro na Austrália a alcançar o índice 6, grau máximo da certificação estrela verde. Sensores a energia solar na fachada do prédio acompanham o sol, janelas automáticas renovam e resfriam o ar durante as noites, turbinas eólicas, painéis fotovoltaicos e energia de uma usina de cogeração garantem a eletricidade. Águas da rede de esgotos da vizinhança recebem tratamento terciário e são reutilizadas nos sanitários e nas torres de refrigeração. Com isso, o prédio utiliza 87% menos energia e 72% menos água, além de fornecer um ar puro aos usuários.

O mais importante, contudo, é que tais inovações vêm sendo adotadas em toda a cidade porque o Plano Diretor de Melbourne exige muito de todos os novos prédios de escritórios: eficiência energética, redução de emissões, design solar, uso de aquecimento ou energia solar, coleta e reúso de águas pluviais, reciclagem das águas servidas, estímulo à reciclagem do lixo, e que não tenham interferência na possibilidade de coleta de energia solar por parte de edifícios vizinhos.

Além disso, os prédios antigos recebem estímulo e apoio para a realização de auditorias que permitam planejar a redução de seus gastos energéticos e de água. Com base em contratos que possibilitam pagar os serviços com a diferença entre a despesa com luz e/ou água pré e pós-auditoria. E em alguns casos a prefeitura adianta investimentos que acabam sendo amortizados sobre essa diferença nas contas mensais.

Em suma: haverá muito vexame se, na conferência convocada pelas Nações Unidas para abordar desenvolvimento sustentável em 2012, surgirem comparações entre experiências semelhantes à de Melbourne e o desempenho da cidade que felizmente foi mais uma vez escolhida para sediá-la.

*Professor titular da FEA e orientador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP (mais aqui).